O OBJETIVO É DISPONIBILIZAR MATERIAIS DIDÁTICOS PARA EAD COMO FONTE DE CONSULTA.

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

COMPETÊNCIAS INDISPENSÁVEIS PARA BOA PRÁTICA DO MEDIADOR EM EAD


COMPETÊNCIAS INDISPENSÁVEIS PARA BOA PRÁTICA DO MEDIADOR EM EAD


Dentre inúmeras competências indispensáveis para a boa prática do mediador em EAD queremos destacar cinco delas: (1) Estímulo a participação; (2) Constância nas interações; (3) Motivador de aprendizagem; (4) Competência gerencial; (5) Autonomia intelectual.

1 - Em ambientes virtuais de aprendizagem, a mediação ocorre por meio de diversos dispositivos que viabilizam a comunicação, seja síncrona como assíncrona, possibilitando a criação de diversas estratégias para favorecer o diálogo e a participação ativa dos estudantes (Sartori; Roesler, 2005).

A utilização dos dispositivos de comunicação implica tanto na aquisição de habilidades e competências comunicativas por parte de todos, docentes e discentes, quanto uma preocupação maior com a criação de momentos de interação e de possibilidades concretas da execução de trabalhos colaborativos, com os quais a aprendizagem ocorre de modo participativo.

2 – A fundamentação teórica da investigação realizada se baseia na teoria sócio-histórico cultural de L. S. Vigotsky, na o processo de conhecimento acontece na mediação realizada entre o sujeito e o objeto, ou seja, na interação entre sujeitos acabamos adquirindo o conhecimento sobre o objeto. Nessa teoria, dizemos que o outro nos constitui.

Para Vigotsky (2007), aprendemos inicialmente na relação com os outros, a partir da participação social e cultural, em relações inter-psicológicas e depois internalizamos o conhecimento, numa relação chamada intra-psicológica (individual). Fora da escola, o sujeito internaliza os conceitos pseudocientíficos e, na escola, ocorre a internalização dos conceitos científicos, através da mediação do professor e de outros alunos mais capacitados.

Diferentemente do que ocorre no ensino presencial, no ensino on-line o professor não tem contato físico com o aluno e nem compartilha o mesmo espaço e tempo. No ensino a distância (EAD), também chamado de ensino virtual, o professor normalmente utiliza o AVA para implementar suas práticas educativas e para interagir com os alunos. Nessa modalidade de ensino, o professor deve adotar uma postura ativa e mediadora para que a interação existente no AVA (Moodle, na pesquisa realizada) possa se constituir em construção de conhecimento.

3 – A característica principal do tutor, na visão de Aretio (1999), é a de fomentar o desenvolvimento do estudo independente. Sua figura passa a ser a de orientador da aprendizagem do aluno normalmente isolado, solitário e carente da presença habitual do professor tradicional.
Neste sentido, Aretio (2002) coloca que o tutor não tem o objetivo de transmitir mais conhecimento ao aluno, mas de ajudá-lo a superar as dificuldades que se apresentam no estudo das diferentes matérias.

4 – O professor de um curso online é também seu administrador. Neste caso, ele é responsável por enviar um programa para o curso com as tarefas a realizar e as diretrizes iniciais a serem discutidas e adaptadas. Palloff (2002) sugere que no começo do curso seja enviado um plano de ensino, as diretrizes e o código de normas de comportamento que deve ser seguido. A função exige o gerenciamento de fóruns e chats, mediando discussões e garantindo o bom andamento do curso. Sendo assim, o tutor deve estabelecer vínculo entre alunos e instituição, informando, determinando diretrizes, negociando regras, resolvendo questões relacionadas ao curso e avaliando resultados.

5 – Tanto no ensino presencial quanto a distância, a docência compreende o ensinar e o aprender, sendo assim o professor deve se colocar na posição de quem não é o único capaz de saber, pois além de não saber tudo, devem considerar estudantes como pessoas plenas, com passado e com história, com conhecimento do mundo. Ao valorizar o conhecimento prévio do estudante, bem como a capacidade de estudar e pensar por si mesmo, o aprender se torna mais interessante, pois o estudante se sente competente e motivado para participar das aulas.

Conclusão

Neste contexto, Belloni (2002) afirma que o conceito de educação a distância tende a se transformar, pois uma macro tendências que se vislumbra no futuro próximo do campo educacional é uma “convergência de paradigmas” que unificará o presencial e a distância, em formas novas e diversificadas que incluirão um uso intenso das tecnologias da informação e comunicação.


Referências Bibliográficas

SOUZA, Alba Regina Battisti de et alMEDIAÇÃO PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: entre enunciados teóricos e práticas construídas. Rev. Diálogo Educ., Curitiba, v. 8, n. 24, p. 327-339, maio/ago. 2008



NOBRE, Cláudia Valéria et al. CONVERGÊNCIA DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DO MEDIADOR PEDAGÓGICO DA EAD. Material disponível em Sistema de tutoria em Cursos a Distância 5.2013, Pigead.lante.uff.org. 2013.


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