Dentre
inúmeras competências indispensáveis para a boa prática do mediador em EAD
queremos destacar cinco delas: (1) Estímulo a participação; (2) Constância nas
interações; (3) Motivador de aprendizagem; (4) Competência gerencial; (5)
Autonomia intelectual.
1
- Em ambientes virtuais de aprendizagem, a mediação ocorre por meio de diversos
dispositivos que viabilizam a comunicação, seja síncrona como assíncrona,
possibilitando a criação de diversas estratégias para favorecer o diálogo e a
participação ativa dos estudantes (Sartori; Roesler, 2005).
A
utilização dos dispositivos de comunicação implica tanto na aquisição de
habilidades e competências comunicativas por parte de todos, docentes e
discentes, quanto uma preocupação maior com a criação de momentos de interação
e de possibilidades concretas da execução de trabalhos colaborativos, com os
quais a aprendizagem ocorre de modo participativo.
2
– A fundamentação teórica da investigação realizada se baseia na teoria
sócio-histórico cultural de L. S. Vigotsky, na o processo de conhecimento
acontece na mediação realizada entre o sujeito e o objeto, ou seja, na
interação entre sujeitos acabamos adquirindo o conhecimento sobre o objeto.
Nessa teoria, dizemos que o outro nos constitui.
Para
Vigotsky (2007), aprendemos inicialmente na relação com os outros, a partir da
participação social e cultural, em relações inter-psicológicas e depois
internalizamos o conhecimento, numa relação chamada intra-psicológica
(individual). Fora da escola, o sujeito internaliza os conceitos
pseudocientíficos e, na escola, ocorre a internalização dos conceitos
científicos, através da mediação do professor e de outros alunos mais
capacitados.
Diferentemente
do que ocorre no ensino presencial, no ensino on-line o professor não tem
contato físico com o aluno e nem compartilha o mesmo espaço e tempo. No ensino
a distância (EAD), também chamado de ensino virtual, o professor normalmente
utiliza o AVA para implementar suas práticas educativas e para interagir com os
alunos. Nessa modalidade de ensino, o professor deve adotar uma postura ativa e
mediadora para que a interação existente no AVA (Moodle, na pesquisa realizada)
possa se constituir em construção de conhecimento.
3
– A característica principal do tutor, na visão de Aretio (1999), é a de
fomentar o desenvolvimento do estudo independente. Sua figura passa a ser a de
orientador da aprendizagem do aluno normalmente isolado, solitário e carente da
presença habitual do professor tradicional.
Neste
sentido, Aretio (2002) coloca que o tutor não tem o objetivo de transmitir mais
conhecimento ao aluno, mas de ajudá-lo a superar as dificuldades que se
apresentam no estudo das diferentes matérias.
4
– O professor de um curso online é também seu administrador. Neste caso, ele é
responsável por enviar um programa para o curso com as tarefas a realizar e as
diretrizes iniciais a serem discutidas e adaptadas. Palloff (2002) sugere que
no começo do curso seja enviado um plano de ensino, as diretrizes e o código de
normas de comportamento que deve ser seguido. A função exige o gerenciamento de
fóruns e chats, mediando discussões e garantindo o bom andamento do curso.
Sendo assim, o tutor deve estabelecer vínculo entre alunos e instituição,
informando, determinando diretrizes, negociando regras, resolvendo questões
relacionadas ao curso e avaliando resultados.
5
– Tanto no ensino presencial quanto a distância, a docência compreende o
ensinar e o aprender, sendo assim o professor deve se colocar na posição de
quem não é o único capaz de saber, pois além de não saber tudo, devem
considerar estudantes como pessoas plenas, com passado e com história, com
conhecimento do mundo. Ao valorizar o conhecimento prévio do estudante, bem
como a capacidade de estudar e pensar por si mesmo, o aprender se torna mais
interessante, pois o estudante se sente competente e motivado para participar
das aulas.
Conclusão
Neste
contexto, Belloni (2002) afirma que o conceito de educação a distância tende a
se transformar, pois uma macro tendências que se vislumbra no futuro próximo do
campo educacional é uma “convergência de paradigmas” que unificará o presencial
e a distância, em formas novas e diversificadas que incluirão um uso intenso
das tecnologias da informação e comunicação.
Referências
Bibliográficas
SOUZA,
Alba
Regina Battisti de et al. MEDIAÇÃO
PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA: entre enunciados teóricos e práticas
construídas. Rev. Diálogo Educ., Curitiba,
v. 8, n. 24, p. 327-339, maio/ago. 2008
http://www.ucs.br/etc/conferencias/index.php/anpedsul/9anpedsul/paper/viewFile/370/883 -
acesso em 20/09/13.
https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/61441/Compet%C3%AAncias%20Docentes%20para%20EaD%20umaperspectiva%20te%C3%B3rica.pdf?sequences=1 –
acesso em 19/09/13.
NOBRE,
Cláudia
Valéria et al. CONVERGÊNCIA DAS COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS DO MEDIADOR PEDAGÓGICO DA EAD.
Material disponível em Sistema de tutoria em Cursos a Distância 5.2013,
Pigead.lante.uff.org. 2013.
www.ufmg.br/ead/seminario/anais/pdf/eixo_2.pdf -
acesso em 20/09/13.

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